23
Mai 13

 

 

 

 

Este livro é composto por vários contos que giram todas em torno dos mesmos personagens em diferentes situações e fases diferentes da vida. Não sendo uma história unificada na sua globalidade os vários contos têm pontos comuns entre si , à totalidade Obra de Charlotte Brontë e mesmo à obra das suas irmãs, como o papel do sobrenatural e as intricadas relações amorosas que tudo vencem no final.

Estes textos apesar de curtos , de as histórias serem infantis e parecerem-se com "contos de fadas" são de difícil leitura e acompanhamento por parte do leitor.

Parece-me uma obra importante sobretudo para  conhecimento da riqueza imaginativa da escritora e da família Brontë uma vez que todos os irmãos se entretinham a criar histórias no ambiente fantástico descrito como verdopolis onde este livro se desenrola.

publicado por Eva Sousa às 22:02

11
Abr 13

 

 

Este livro foi escrito por Charlotte Bronte  e publicado em 1853 e seria segundo Virginia Wolf o melhor romance de Charlote.

Villette com a história de uma Inglesa, Lucy Snowe com muito pouco no mundo a não ser os amigos e o seu carácter estóico e forte.

A história começa ainda na adolescência da mesma, em que sem recursos, sem família e não querendo ser um fardo para os amigos esta rapariga decide trabalhar para seu próprio sustento, primeiro como ajudante de uma senhora inválida e após a morte desta por um golpe de coragem ou de desespero segue para uma cidade  francesa da qual ouviu falar - Villette.

Em Villette esta procura acolhimento numa escola e após algum tempo como ama torna-se professora de inglês. Aqui reencontra velhos conhecidos e amigos e numa sucessão de coincidências torna-se feliz. Aqui aprende o valor dos amigos nas pessoas do Dr. John da Madrinha de Paulina de Mr. Paul, e apercebe-se que não está sozinha no mundo. Pensa estar enlouquecida pela visão de uma freira fantasma que afinal é algo mais de carne e osso. Ao longo da História Lucy começa a amar alguém que parece verdadeiramente detestável e que duvido que como leitores seja o género de herói que apaixone alguém, ainda que tenha tanto de qualidades como defeitos.

Apesar do tamanho do livro e mesmo sendo muito descritivo cheguei ao fim a sentir que termina de forma abrupta... haveria mais do livro para escrever, mais das histórias de amor que aqui encontramos, mais das personagens que nos acompanham.

publicado por Eva Sousa às 21:31

08
Fev 13

 

A década de 90 do século passado deu-nos duas adaptações de Jane Eyre. Uma foi feita em 1996 e a outra em 1997, é precisamente sobre a última que vou falar.

 

Esta versão foi feita para televisão, mais precisamente para a ITV e ao contrário de versões anteriores ou posteriores não foi uma mini-série mas sim um telefilme. A primeira sensação que fica após ver esta adaptação é que a mesma foi apressada. Jane passa de Gateshead para Lowood e de Lowood para Thornfield com uma rapidez impressionante.

A parte da infância é muito apressada, mas mesmo assim achei a cena passada no quarto vermelho bastante boa. Ao contrário de outras adaptações esta parece esquecer o elemento gótico e até mesmo sombrio que outras têm. Nas adaptações de 2006 e 2011, quando Jane chega a Thornfield Hall é quase noite. Nestas adaptações os cenários nocturnos aquando da chegada dela dão ao espectador uma certa inquietação, um certo medo, isso não acontece nesta adaptação e Jane chega em plena luz do dia.

 

Outro aspecto importante é que Rochester mostra-se muito amistoso com Adele e a personagem foi bastante mais suavizada. Rochester não é cruel ou frio, mas é um pouco brusco na forma de falar. Há quem diga que este Rochester, interpretado pelo Ciran Hinds grita muito, eu não achei isso, mas achei que por força de ter sido suavizado acabou por se expressar em algumas vezes de uma forma que parece uma criança a gritar por um brinquedo. Uma cena que demonstra isso é após o casamento falhado, quando Jane o abandona.

 

Samantha Morton é uma boa Jane, mas como a todas as outras parecer faltar-lhe algo, também ela me parece mais doce e menos decidida. Nesta adaptação Mrs. Fairfax foi um pouco esquecida e apenas parece encher o ecrã. Química, esse elemento tão importante existe entre os protagonistas, mas não é uma química palpavel e que se sinta no ar.

 

De um modo geral, esta é uma boa adaptação e da qual eu gosto. Achei alguns momentos particularmente bem feitos e dentro dos possíveis fieis ao livro.

Quem quiser ver pode fazê-lo no youtube. Esta adaptação também se encontra à venda na Fnac.

 

 

 

publicado por Vera às 12:45

06
Fev 13

 

Escrevo este artigo baseado inteiramente na minha opinião pessoal, que por falta de compreensão da minha pessoa pode ter conduzido a ideias erradas acerca do mesmo.

Quando comecei a ler o livro foi na perspectiva do romance histórico, desde sempre me senti atraída pela história e por toda a literatura que de uma forma descritiva nos transporte para outras épocas. Gosto por isso, maioritariamente de livros não contemporâneos.

No presente caso parece me que este deva ser um livro conduzido na sua leitura por alguém com conhecimentos literários que nos permitam a compreensão a um nível mais profundo.

A minha formação é na área das ciências e embora do ponto de vista de interpretação muitas vezes isso não se sinta de forma particularmente pronunciada, neste livro, que não pretendia ser, mas é um meio caminho na prosa poética, limitou a minha compreensão da história e organização literária. Contudo, talvez por não ter sido uma obra discutida por mim ao longo da minha formação eu tivesse curiosidade em conhecer a mesma.

A história centra-se no tempo das Guerras Santas na Península Ibérica, antes de Portugal ser Portugal e da Espanha ser Espanha, apesar de o livro ter sido escrito em meados do século XIX.

Este retrata todo um sistema de valores em vigor na época na qual decorre a acção, a luta como uma forma de defesa da honra, a religião como uma fuga às paixões humanas e às frustrações das nossas vidas na terra, a traição da pátria e o amor proibido entre Hermengarda e Eurico. No final é uma história triste e rebuscada, por Eurico se ter tornado Padre, Hermengarda Enlouquece e perante cenário tão devastador Eurico parte para o combate na esperança de morrer...

Devo dizer que já não se fazem histórias de amor assim, até porque tudo naquele momento faz o leitor desejar um final diferente para a história e claramente nos leva à compreensão que a vida nos tempos de Hoje parece muito mais simples na interação humana.

publicado por Eva Sousa às 10:10

04
Fev 13

Na televisão portuguesa passam poucas séries de época, a produção nacional neste campo é também bastante escassa. Recentemente a RTP1 começou a exibir Depois do Adeus.

A série acompanha uma familia que regressa de Angola após o 25 de Abril, emitida aos sábados pela RTP1, pelas 21h, esta é uma excelente série sobre uma época da nossa história pouco falada/abordada.

Podem ver os episódios já emitidos e fica a conhecer melhor o universo de Depois do Adeus aqui. 

 

 

publicado por Vera às 11:32

14
Jan 13

 "North and South" é um livro absolutamente apaixonante! Após ver a série decidi ler o livro e digo que no final a Série me decepcionou, pois muito embora esteja muito bem conseguida o livro é perfeito. Devo dizer que é um livro repleto de todos os elementos que possam tornar uma peça literária interessante, amor luta entre classes, morte de entes queridos, sofrimento, na época da revolução industrial inglesa. A história situa-se em Milton, uma cidade fictícia, que contudo retrata bem as cidades industrializadas inglesas no séc XIX. É muito bem escrito, as personagens são profundas e conseguimos uma descrição tão perfeita que é impossível não nos imaginarmos a vivenciar a História. Claramente é muito mais que um romance, ainda assim a história de amor entre os dois protagonistas leva-nos a sofrer e amar com eles. Não é decifrável logo no início e todos os mal entendidos nos levam a acompanhar um caminho de amor doloroso até um final radiante. Apercebemo-nos da existência de um herói sem falhas que se acha pequenino na sua Humanidade devido ao seu começo humilde e a uma "falta de berço" ou perda do mesmo. Ficamos a conhecer uma heroína sem defeitos, consciente do seu valor e preconceituosa com«ntra os homens do comércio e da industrialização (sobretudo se estiverem no lado dos ricos e poderosos) que se vai tornando real e humilde ao longo da história. Acredito que Margaret se apaixonou pelo Mr. Thornton muito antes de se ter dado conta e esta simplicidade dum amor de coração intocável pelo seu próprio entendimento é simplesmente irresistível. Nisto tudo, após tão longas páginas devo reconhecer uma grande falha neste livro ... o facto de ter chegado ao fim, de bom grado me via a acompanhar a história pelo menos por mais 500 páginas...

 

 

 

publicado por Eva Sousa às 19:12

 "North and South" é um livro absolutamente apaixonante! Após ver a série decidi ler o livro e digo que no final a Série me decepcionou, pois muito embora esteja muito bem conseguida o livro é perfeito. Devo dizer que é um livro repleto de todos os elementos que possam tornar uma peça literária interessante, amor luta entre classes, morte de entes queridos, sofrimento, na época da revolução industrial inglesa. A história situa-se em Milton, uma cidade fictícia, que contudo retrata bem as cidades industrializadas inglesas no séc XIX. É muito bem escrito, as personagens são profundas e conseguimos uma descrição tão perfeita que é impossível não nos imaginarmos a vivenciar a História. Claramente é muito mais que um romance, ainda assim a história de amor entre os dois protagonistas leva-nos a sofrer e amar com eles. Não é decifrável logo no início e todos os mal entendidos nos levam a acompanhar um caminho de amor doloroso até um final radiante. Apercebemo-nos da existência de um herói sem falhas que se acha pequenino na sua Humanidade devido ao seu começo humilde e a uma "falta de berço" ou perda do mesmo. Ficamos a conhecer uma heroína sem defeitos, consciente do seu valor e preconceituosa com«ntra os homens do comércio e da industrialização (sobretudo se estiverem no lado dos ricos e poderosos) que se vai tornando real e humilde ao longo da história. Acredito que Margaret se apaixonou pelo Mr. Thornton muito antes de se ter dado conta e esta simplicidade dum amor de coração intocável pelo seu próprio entendimento é simplesmente irresistível. Nisto tudo, após tão longas páginas devo reconhecer uma grande falha neste livro ... o facto de ter chegado ao fim, de bom grado me via a acompanhar a história pelo menos por mais 500 páginas...

 

 

publicado por Eva Sousa às 19:05

02
Jan 13

crédito da foto: Period Films & C.

 

 

Nada melhor para o primeiro post de 2013 do que a série de época que mais gostei em 2012.

The Paradise distingue-se de outras séries feitas pela BBC ou ITV em dois aspectos. Quem vê este tipo de séries sabe que os ingleses adaptam sempre os grandes clássicos da literatura inglesa, autores mais desconhecidos como Elizabeth Gaskell. Algumas séries como Downton Abbey são argumentos originais e outras como The Crimson Petal and the White adaptam romances históricos escritos nos nossos dias.

São raras as vezes que se adaptam livros de outros países e por isso mesmo The Paradise distingue-se porque adapta um livro de Émile Zola, escritor francês.

E a outra grande distinção está em Denise, a protagonista da série, na ficção inglesa não são comuns as mulheres trabalhadoras; é mais comum encontrarmos as meninas de sociedade à espera de fazer um bom casamento.

 

Com a Revolução Indutrial deu-se um aumento da produção e consequentemente um maior consumo de bens, e naturalmente o comércio começou a prosperar. Isto abriu portas às mulheres que até aí poucos oportunidades de empregos tinham.

Em 1875, Denise vem da sua aldeia para a cidade ( nunca nos dizem que é Londres, por isso assumo que talvez não seja) para trabalhar na loja do tio; contudo a pouca clientela que tem não permite ao tio de Denise dar-lhe um emprego e por isso mesmo ela começa a trabalhar no The Paradise.

É por esta altura que o comércio sofre uma reviravolta e as pequenas lojas que vendem cada uma a sua mercadoria vêem-se ameaçadas por lojas como o The Paradise que tinham tudo, desde o tecido para fazer um vestido novo, aos botões para esse mesmo vestido passando pelas rendas com que se iriam adorná-lo, a preços mais baratos.

Denise rapidamente dá nas vistas. Ela parece ser talhada para o negócio e a sua mente fervilha com ideias que ajudam a aumentar as vendas.

Ela acaba por criar alguma inimizade por parte de alguns colegas, mas é vista como uma mais valia por Moray, o dono da loja.

Moray é viúvo e parece indeciso sobre um possivel compromisso com Miss Glendenning, a filha de um banqueiro. O casamento permitiria a Moray comprar as lojas à volta da sua e deste modo aumentá-la e livrar-se de algumas dívidas.

Outra personagem que merece o meu destaque é a Miss Audrey, a chefe do departamento de roupa de senhora e mulher na casa dos quarenta. Ela simboliza as mulheres que nesta altura começavam a ficar solteiras, não por falta de pretendentes, mas sim como opção em prol da carreira. Miss Audrey, em alguns momentos pensa se terá sido correcto fazer isso.

 

The Paradise é uma série que começa lenta e vai-nos conquistando pelos seus personagens, pelas suas histórias de vida e pelas relações que se vão establecendo entre eles.

Pessoalmente gostei da série desde o inicio, contudo penso que ela só conquistará alguns a partir do seu terceiro ou quarto episódio quando intriga começa a adensar-se. O último episódio foi dos mais emocionantes e aquele que mais vezes pensei que iria acontecer uma coisa e aconteceu outra.

 

 

 

publicado por Vera às 14:45

26
Dez 12

O ano de 2012 foi marcado pelo centenário do naufrágio do Titanic. Apesar de a história marítima ter, infelizmente, muitos naufrágios, este é um dos mais famosos. Talvez porque os media, chamavam ao Titanic o navio inafundável ou talvez o seu tamanho e luxo tenha mexido com a imaginação das pessoas que viviam naquela altura. Seja como for a sua popularidade é inquestionável e por isso mesmo a televisão e o cinema têm nos dado ao longo dos tempos séries e filmes que abordam o naufrágio do Titanic.

Um dos filmes mais famosos é aquele que foi realizado em 1997 por James Cameron. Já este ano a televisão, numa mega-produção que envolveu vários países deu-nos uma mini-série de quatro episódios.

A importância do naufrágio é tanta que vai aparecendo em algumas séries ou filmes, embora nunca nos mostrem o naufrágio propriamente dito. Quem não se lembra do inicio de Downton Abbey e na morte do herdeiro que viajava a bordo deste navio. Um acontecimento que marca o inicio da série e traz consequencias para a família.

 

Titanic Blood and Steel traz ao espectador uma perspectiva diferente. Esta série foca-se na construção do navio e não no seu triste fim.

Durante 12 episódios vemos como Belfast era uma cidade onde as fortes divisões religiosas criavam conflitos entres os trabalhadores. Estas divisões eram tão fortes que criar um sindicato para os trabalhadores foi uma tarefa quase impossível. O espetador é convidado a ver como os trabalhadores lutavam por melhores condições e como isso punha em risco, os prazos do construção do Titanic.

É impossível dizer quais as personagens ( com algumas excepções) que são ficção e quais as que são baseadas em pessoas reais. Tentei ver na Wikipédia, mas não vi nada que me elucidasse. Da mesma forma que não sei até que ponto as situações retratadas referentes à construção do navio são verdadeiras ou ficcionadas.

 

Pessoalmente não foi uma série que me tivesse despertado á minha atenção, fui vendo, mais pela curiosidade de saber o que acontecia a seguir do que pelo interesse que a mesma me despertou. Posso dizer que nenhuma dos personagens me encheu as medidas e o que gostei mais foi mesmo a parte histórica referente a greves e lutas politicas que marcaram Belfast naquela época.

Para terminar, o fim foi muito pobre e do meu ponto de vista mal construido. Nos últimos episodios, percebemos que grande parte do elenco, por um motivo ou outro vai embarcar no Titanic. Não esperava que a série mostrasse o naufrágio mas achei uma falha não dizerem ao espectador quem viveu e quem morreu. É possível que tenha sido assim para fazerem uma segunda série, mas o espectador que investe 12 horas do seu tempo a ver uma série, merece sempre uma conclusão.

 

 

 

publicado por Vera às 10:38

23
Dez 12

E se alguém entrasse numa livraria e quisesse falar com Charlotte Brontë porque não gostou de Jane Eyre?

 

publicado por Vera às 13:00

pesquisar
 
Posts mais comentados
7 comentários
6 comentários
5 comentários
4 comentários
4 comentários
Visitas
web counter free
subscrever feeds
blogs SAPO