urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalikeGreat Minds Think AlikeUm espaço de discussão de romances clássicos de autores de diferentes nacionalidades.greatmindsthinkalike2015-05-29T17:52:09Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:10655Vera2015-01-23T12:26:00O Paraíso das Damas de Emile Zola 2015-01-23T13:02:51Z2015-01-23T13:02:51Z<p style="text-align: justify;">A série The Paradise da qual falei aqui no blogue há uns tempos ( podem ler <a href="http://greatmindsthinkalike.blogs.sapo.pt/6322.html" target="_blank">aqui</a>) foi uma das séries que mais gostei nos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A minha paixão pela série é tanta que desde que a mesma começou no inicio deste mês a ser exibida na RTP2 aos domingos à noite que eu faço por não perder um episodio. Este post não é sobre a série mas sim sobre o livro que inspirou a mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">Como adorei a série as minhas expectativas para o livro eram altas. À medida que fui lendo essas mesmas expectativas não foram defraudadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Zola descreve na perfeição o grande armazém de venda dos mais variados artigos e como este vai crescendo e devorando a concorrência que no fundo sabemos que não pode concorrer com os grandes. E se Zola descreve bem cada secção também nos dá a conhecer os seus empregados, uns mais que outros.</p>
<p style="text-align: justify;">No centro da narrativa está Denise, uma jovem da província que espera ganhar a vida em Paris, contudo a tarefa não é fácil e até chegar ao fim ela terá de ultrapassar inúmeros obstáculos. Sempre atento a tudo o que se passa no Paraíso está Mouret que nutre desde o inicio um carinho especial por Denise.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem viu a série e ler o livro irá encontrar inúmeras diferenças entre os dois. Embora os acontecimentos sejam mais ou menos os mesmos, as personagens tem personalidades ligeiramente diferentes, o que proporciona uma dinâmica de relações também ela diferente do que vemos na série.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem nunca viu a série e gosta de clássicos tem aqui uma boa leitura.</p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:10461Eva Sousa2014-08-21T20:42:39Anna Karenina2014-08-21T19:55:01Z2014-08-21T19:56:21Z<p>Este é um artigo de opinião e não um artigo de resumo da história:</p>
<p>O livro é de uma escrita de fácil leitura e em simultâneo interessante como um facilitador para a reflexão de temas filosóficos e profundos, dando-nos a conhecer ideologias e factos da cultura russa à época.</p>
<p>Foi com grande espanto meu que me apercebi que a história do romance de Anna Karenina com o conde wronsky, não é totalmente a história central do livro, mas que surge como uma história paralela a tantas outras. Na minha opinião Levine é talvez a personagem central do livro, aquele que tem todas as dúvidas na cabeça, aquele que no seu coração conhece Deus pelo conhecimento do bem e do mal e sem se apegar à moda da religião. Aquele que tendo tantas falhas tem tantas virtudes, as do homem simples que a cultura não domesticou nem prendeu. </p>
<p>Levine é um homem do campo, permanece assim e votado ao trabalho e à família do início ao final do livro, contrariando talvez todos os outros que tendo um fundamento na crença são fracos na moral e na acção para com os outros.</p>
<p>Gostei ainda neste livro, das discussões e reflexões sobre o socialismo o lugar dos homens e da riqueza. Mais que um romance é um livro fruto duma cultura e duma sociedade, onde os seus costumes estão bem espelhados.</p>
<p> </p>
<p>Recomendo vivamente a leitura.</p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/vitita/fotos/?uid=zecZPSk6nsGDf89Qbg1B"><img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7b143c04/17324012_qw9it.jpeg" alt="" width="150" height="225" /></a></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:10168Vera2014-08-13T09:23:52E Tudo o Vento Levou de Margaret Mitchell 2014-08-13T09:00:26Z2014-08-13T09:00:26Z<p style="text-align: justify;">Falar sobre E Tudo o Ventou Levou é falar sobre um dos grandes clássicos da literatura mundial. Quando pensamos neste livro, a maioria pensa no filme de 1939, protagonizado por Vivien Leigh e por Clark Gable e imediatamente associa o livro e o filme à história de amor entre os dois. Uma história atribulada, plena de emoção, cheia de altos e baixos e onde o melhor e o pior de ambos vem ao de cima. Contudo E Tudo o Vento Levou é muito mais do que isso, se fosse só a historia de amor entre dois grandes personagens não teria chegado ao estatuto de clássico. Possivelmente, o filme era hoje um entre muitos que as pessoas sabem que se fizeram mas nunca faria parte do currículo dos actores envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A história é uma historia do velho Sul da América, onde o tempo passava devagar, onde os ricos eram muito ricos e os pobres eram quase inexistentes. As grandes plantações de algodão dominavam o horizonte. O Sul era uma comunidade fechada, onde as regras eram para ser cumpridas. As mães educavam as filhas para o casamento e os filhos para dirigirem a plantação. No fundo, bem vistas as coisas era um sistema.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro é rico em detalhes sobre a vida sulista, os costumes e tradições são explicados e muitas vezes criticados.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o livro começa conhecemos Scarlett O'Hara, uma beldade do sul, com apenas dezasseis anos, ela só pensa em ir a bailes, ter muitos pretendentes e conquistar Ashley Wilkes. Todos os seus planos de conquistá-lo, talvez surtissem efeito se não fosse pelo facto de ele estar comprometido com Melanie, a sua prima e claro que o começar da Guerra Civil também impede Scarlett de conquistar o seu amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Este podia ser o resumo resumido de um qualquer livro da Harlequin. Mas não é. Mitchell através da sua escrita e dos personagens que criou dá-nos um fresco do sul, antes, durante e depois da Guerra, percebemos o quão sangrenta e devastadora esta guerra foi e como marcou a vida dos sulistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Sulistas são diferentes dos Nortistas pois parecem viver agarrados a um passado aristocrata e que rapidamente perde importância durante a guerra e depois dela. Os ensinamentos dos pais de pouco servem num mundo selvagem que se torna o sul no pós guerra.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Um livro até pode ter uma boa história mas nada é sem personagens minimamente cativantes, e todas as personagens deste livro o são, umas mais que outras. Melanie, o poço infinito de bondade, Ashley o cavalheiro mais cavalheiro do mundo, as velhas maldosas e cheias de fel, a Tia Pitty com os seus chiliques, Babá, sempre dividida entre o dever, o que é correcto e o seu afecto por Scarlett, Rhett, um bom sacana com bom coração e Scarlett.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre Scarlett podia escrever uma dissertação, ela consegue despertar o ódio em mim, consegue também despertar uma imensa admiração pela sua coragem e determinação e por nunca se dar por vencida.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo o vento levou é sem dúvida um dos meus livros preferidos, já o tinha lido há alguns anos e isto foi uma releitura. Mas o meu entusiasmo foi igual, as dúvidas, as incertezas, as angustias que sempre acompanham uma primeira leitura estavam lá. Por isso aconselho este livro a todos. Se já viram o filme, vão com certeza descobrir uma história mais rica, com mais detalhes. Se nunca viram ou leram preparem-se para ser arrebatados.</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:9741Vera2013-11-21T10:05:46A Papisa Joana2013-11-21T11:12:55Z2013-11-21T11:12:55Z<p style="text-align: justify;">Este filme adapta o livro de Donna Woolfook Cross, publicado pela Editorial Presença. Alguns historiadores afirmam ser uma lenda outros acreditam que há veracidade na história. O que é certo é que ao longo da história existiram mulheres que viveram como homens. O mundo era feito para os homens e pelos homens. Isto não significa que não tenham havido mulheres poderosas, assim de repente lembro-me de Cleopatra, mas ela e outras eram a excepção e não a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos medievais em que Joahnna viveu a escola era vedada às meninas. Além disso apenas os monges tinham escolas para educar. Só mais tarde é que viriam as escolas laicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Joahnna aprende a ler e a escrever com a ajuda do irmão e isso é só o inicio de uma jornada até se tornar papa. Uma jornada cheia de obstáculos que Joahnna consegue ultrapassar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mito ou verdade, este é sem dúvida um grande filme que nos mostra que devemos acreditar e lutar por aquilo que queremos. Para nós mulheres lembra-nos o quanto éramos consideradas um mero adereço nos tempos mais remotos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Aqui fica o trailer:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/uPjzAgrMsfY" width="420" height="315" frameborder="0"></iframe></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:9725Vera2013-10-27T14:14:12Vilette e Shirley de Charlotte Brontë 2013-10-27T14:33:54Z2013-10-27T14:33:54Z<p style="text-align: justify;">Menos conhecidos e lidos estes livros são também na minha opinião obras inferiores ao famoso Jane Eyre.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Não quero com isto dizer que não tenha gostado, apenas que não os achei tão bons como Jane Eyre. De um ponto de vista mais literário é uma situação curiosa já que uma boa parte dos escritores só dá ao mundo uma obra-prima quando já escreveu alguns livros. Claro que isto não é uma ciência e muitos conseguem manter o mesmo nível, outros melhoram e outros regridem.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas mesmo não sendo tão bons não estamos perante livros intragaveis ou cuja leitura eu não recomendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Começando por Vilette, Charlotte Brontë apresenta-nos mais uma vez uma heroína órfã, sem recursos financeiros que a vida e talvez a coragem empurra para uma cidade estrangeira fictícia chamada Vilette. Sozinha no mundo Lucy Snow tem de enfrentar as mais diversas adversidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Fala-se muito do suposto carácter biográfico de Jane Eyre mas eu achei este livro mais biográfico. A solidão da personagem, a sua condição de estrangeira, a sua religião protestante num país católico, a vida de professora. Na minha interpretação dos factos biográficos penso que Monseiur Paul, o herói do livro, terá sido inspirado no professor por quem Charlotte teve uma grande paixão. Esta personagem criou em mim algumas contradições por um lado não acho uma personagem fácil de se gostar e por outro acho que se o verdadeiro professor for mesmo como ele não percebo o que ela via nele. Monseiur Paul não é mau no sentido de fazer maldades ao longo do livro, mas tem uma personalidade deveras dificil.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que este livro é bem mais complexo do que Shirley que me fez lembrar um pouco os romances que todos gostamos de ler mas aos quais falta sempre profundidade. Talvez Charlotte precisasse de escrever algo mais leve. Mas desenganem-se e não pensem que este é o típico romance cor de rosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Shirley temos duas protagonistas diferentes entre si e diferentes na sua maneira de ver o mundo e lidar com ele. Shirley é uma mulher rica que dirige os seus negócios e Caroline a sobrinha do pastor da paróquia, que foi educada por ele. Apesar de diferentes elas reconhecem uma na noutra certas características que as distinguem das outras mulheres e as aproximam.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro fala ainda do problema das máquinas começarem a roubar postos de trabalho e a revolta dos trabalhadores contra estas mesmas máquinas. Encontramos em Robert Moore, dono de uma fábrica, um homem preocupado com os seus negócios e com os trabalhadores que se vê obrigado a dispensar.</p>
<p style="text-align: justify;">Os problemas de Robert Moore e a sua relação com Caroline fazem lembrar North and South de Elizabeth Gaskell. Não sei se Elizabeth Gaskell não terá se inspirado neste livro da sua amiga Charlotte para escrever o seu livro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar gostaria de acrescentar que ambos os livros têm algumas coincidências rebuscadas que parecem ser um dos atributos da escrita de Charlotte Brontë. Apesar das coincidências acontecerem na vida real, algumas delas são um fardo para a narrativa e se não existissem só beneficiavam a história.</p>
<p style="text-align: justify;">Charlotte Brontë parece ter só conseguido fazer um grande livro, mas é inegavelmente uma escritora dotada, que dá ao leitor diálogos poderosos, situações complicadas que parecem não ter solução e muitas horas de boa leitura. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:9223Eva Sousa2013-08-06T21:53:58Os Caminhos do Amor ou Shirley2013-08-06T20:58:13Z2013-08-28T20:45:14Z<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Este romance é de fácil leitura. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Passa-se na Inglaterra no pré-revolução industrial e trata um pouco dos costumes e guerras que se travavam para que começasse a haver mecanização das tarefas nas fábricas, através da utilização de teares que necessitavam de menos intervenção humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">O livro em si é de uma simplicidade extrema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">A história assenta na Menina Caroline Helstone e na Menina Shirley, sendo Caroline a sobrinha de um pastor, que ao longo da História descobre na preceptora de Shirley a sua Mãe, da qual há muito não tinha notícias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">A Menina Shirley é rica, e como tal apoia a revolução industrial e o desenvolvimento da região, ao apoiar um rapaz de origem flamenga de nome Mr. Moore. Este senhor possui também um irmão que foi Professor de Shirley, o qual é apaixonado por ela sem que o dê a entender.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Ao longo do livro encontros e desencontros amorosos vão acontecendo entre Caroline e Shirley, com os pretendentes de ambas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Nesta história dou especial relevo ao papel da mulher, na figura de Shirley a qual em determinadas partes se assume como uma figura masculina. Esta excentricidade, vista aos olhos da época, poderia talvez ser desculpada pela sua figura de poder. Ainda assim, é uma personagem submissa . Vê-se, também nesta história, um domínio do Professor que pode ser comparável a Villette e segundo as biografias de Charlotte Brontë provavelmente coincidiria com o feitio masculino autoritário que atraia a autora. Neste caso uma mulher poderosa procura um homem, do ponto de vista social numa classe inferior à sua, para se submeter a ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Outra questão importante do livro é o papel que o amor tem na saúde física de algumas personagens, numa época em que a depressão não seria ainda uma doença do ponto de vista clínico reconhecida é contudo descrita com os sintomas que agora são alarmantes e caracteriza-se na sua influência na saúde física, não somente no comportamento das personagens afectadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">De todos os livros de Charlotte Bronttë, pareceu-me sem dúvida o mais leve. Não aborda a luta do proletariado como Elizabeth Gaskell ou Charles Dickens, tendo ficado muito na rama destes acontecimentos e do ponto de vista romântico estas heroínas não têm a força que se encontram nos outros romances. Apesar de ser um bom livro não encontrei nesta história o carisma que se encontra nas outras obras de Charlotte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;"> </span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/vitita/fotos/?uid=HtO70ChtYeCZgJJkiAr7"><img style="border: 0px currentColor;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8c14b578/15560170_gfJoV.jpeg" alt="" width="375" height="500" /></a></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:9091Sandra F.2013-07-19T20:16:42História de duas cidades - Charles Dickens2013-07-19T19:21:10Z2013-07-19T19:21:10Z<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=0EfBB1njKDR0H5Zzhizg"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4002d6a2/15249194_MvoeI.png" alt="" width="190" height="265" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">É definitivamente um dos melhores livros que li nos últimos tempos! Definitivamente.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sempre receei embrenhar-me nos livros de Charles Dickens (até hoje li apenas dois contos), apesar da curiosidade ser mais que muita. A escassez de obras traduzidas em português foi-me adiando o desejo até ter descoberto esta bonita edição da Civilização Editora. E quando lhe peguei foi com alguma descrença e a sensação de que ia deixar o livro menos que a meio.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Enganei-me. E ainda bem. Desde o momento em que peguei na obra, passei longas horas da madrugada agarrada a ela. É espantosa a forma como a história me prendeu e entusiasmou, desde as suas personagens à forma tão caracteristicamente Dickensiana de escrever. A história está de tal forma bem elaborada e traçada que as situações envolvem-se, desarranjam-se e tornam-se a envolver sem que o leitor suspeite por um só momento que tal situação influenciará aquela outra. E depois há aquela sinopse; quase até ao final do livro, eu perguntava-me 'mas afinal aquele Sidney Carton pouco participa na ação do livro. Porque lhe foram dar tanta importância na sinopse?'. Só lendo. Sidney Carton é sim um dos elementos mais importantes da história, aquele que deveria ser identificado como o herói romântico, como a ovelha negra que se regenera. E fica sempre aquela dúvida ligada à sua incrível parecença com Charles Darnay. Mas essa foi a única situação que Dickens não usou para tornar a sua história mais interessante; ou melhor, usou mas de outra forma bem mais tranquilizadora para o leitor. Creio que, no fundo, Dickens temeu excitar demasiado esse leitor. A história que deixou já o faz de uma forma prazerosamente excessiva.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">As personagens, essas são maravilhosamente Dickensianas e quem conhece adaptações televisivas/cinematográficas de Dickens, sabe que o seu mundo é único e descrito de uma maneira muito própria. É muito fácil nesta obra, 'vermos' os personagens a desenvolverem a história com trejeitos e dizeres tão tipicamente dickensianos. E destaco Jerry Cruncher que é hilário ou o cantoneiro (tornado mais tarde serralheiro) que são aqueles que mais me lembram o mundo deste escritor. Depois há Miss Pross que facilmente associo a Miss Dixon de North and South da colega de Dickens, Elizabeth Gaskell.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Depois vem a escrita de Charles Dickens. Única e soberba. Quando li os contos (Contos de Natal e os Sinos do Ano Novo), achei que ele escrevia de uma forma por vezes cantada (especialmente no segundo conto). Aqui continuo a ver passagens onde ele faz isso, mas de uma forma tão atrativa e tão precisa na história que acabamos por nem notar. E é preciso notar, mais uma vez, a forma como ele entrelaça as situações da história, sem que o leitor se aperceba sequer para onde está a ser levado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Dei cinco estrelas no Goodreads! Porque não posso dar dez. Porque não me deixam dar vinte. Porque trinta seria pouco!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:8903Sandra F.2013-06-29T17:59:29Contos de Natal e Os sinos de Ano Novo de Charles Dickens2013-06-29T17:37:08Z2013-06-29T17:37:08Z<p style="text-align: justify;">Primeiro livro de Charles Dickens que leio, apesar de conhecer quase todos os seus livros e ambicionar lê-los todos, só que em português. E como se sabe, em português e atualmente, poucos livros dele existem traduzidos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=zdEEencTOTkqTGHu1KyI"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B15142f94/15174869_oNH2e.jpeg" alt="" width="190" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ora, este eu descobri por acidente em casa dos meus pais. E tinha sido meu, naquela altura em que eu não valorizava muito os grandes clássicos ingleses. Dos 'Contos de Natal' posso dizer que gostei muito e que, apesar de ter visto algumas adaptações televisivas ou cinematográficas da história, ler o conto é muito mais entusiasmante. É belo, mesmo! E realmente percebe-se como Dickens conseguiu tornar o Natal naquilo que é hoje, uma época mágica,de alegria e união.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Já 'The Chimes' ou ' Os sinos de ano novo' é diferente mas igualmente belo. A linguagem utilizada é soberba, como se fosse cantada e muito, muito ativa. Dá a sensação que estamos a assistir a um musical. É realmente um texto diferente, não de todo aprazível a qualquer um, mas que nos envolve no maravilhoso espírito dickensiano.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E ficou, mais do que nunca, uma vontade imensa de ler mais livros de Dickens.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:8574Vera2013-06-06T13:01:30O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde 2013-06-06T12:06:40Z2013-06-06T12:11:53Z<p style="text-align: justify;">Este livro sempre fez parte da lista de clássicos da Literatura que quero ler. Tive o livro várias vezes na mão em livrarias, mas acabei sempre por não o comprar. Só recentemente é que o fiz e não demorei muito a lê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Julgo que todos conhecem a história de Dorian Gray, mesmo que nunca tenham lido o livro ou visto a adaptação de 2009, um filme que não faz qualquer justiça ao livro. A ideia é demasiado fascinante para ficar escondida nas páginas do livro. Dorian Gray tem um retrato seu pintado pelo seu amigo Basil, um dia num misto de horror e alegria Dorian descobre que o retrato está a mudar. Ao contrário daquilo que eu pensava o retrato não envelhece apenas, ele também vai mudando as expressões afáveis e jovens para outras mais duras e cruéis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Dorian é apresentado como sendo um jovem muito bonito, um verdadeiro Adónis, a sua beleza é, de certa forma, cobiçada por Lorde Henry. Dorian e Lorde Henry conhecem-se através de Basil no momento em que este termina o retrato de Dorian. Lorde Henry, com o seu discurso, acaba por corromper Dorian que começa a considerar, a beleza e a eterna juventude como o mais importante da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ver o quadro um dia, após alguns acontecimentos importantes, Dorian percebe que os seus actos estão reflectidos no retrato.</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha opinião, o retrato acaba por funcionar como um espelho onde as acções de Dorian se reflectem e como a voz da consciência. Livre das restrições, Dorian acaba por poder fazer aquilo que bem entende, sem culpa, sem dúvidas ou remorsos.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Inicialmente esta leitura custou-me. Primeiro porque sendo eu uma leitora fervorosa de clássicos não estou habituada a que estes tenham páginas e páginas de diálogos. Mas não é nada que não me tenha habituado e como todos sabem Oscar Wilde era essencialmente um dramaturgo, este foi o seu único romance, por isso é natural que tenha muitos diálogos.</p>
<p style="text-align: justify;">A escrita de Wilde é simplesmente maravilhosa, contudo inicialmente também me causava um pouco de confusão. Wilde usa e abusa da ironia, mas ao contrário da Jane Austen que a usa para fazer humor, Wilde é bastante cínico. No entanto aquilo que diz dá que pensar e não é a toa que o escritor é dos mais citados por essa internet fora.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O retrato de Dorian Gray não é um livro que agradará a todos os leitores, mas aqueles que gostem de temas como a juventude eterna, a corrupção de alguém, os caminhos errados que se percorrem na busca pela felicidade irão com certeza de gostar deste livro. Dorian Gray não é um personagem atormentado que procura a redenção como outros personagens parece antes não querer voltar ao caminho do bem e isso também o torna interessante aos olhos do leitor.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:8421Vera2013-05-30T12:36:23O Monte dos Vendavais de Emily Brontë 2013-05-30T11:38:50Z2015-05-29T17:52:09Z<p>Foi com algum receio que comecei a leitura deste livro. Já tinha visto uma das adaptações ( a do Ralph Fiennes e da Juliette Binoche) e até tinha gostado, mas já se sabe que as adaptações raramente fazem justiça aos livros e no caso deste livro é dificil isso acontecer dada a sua complexidade.</p>
<p>As opiniões sobre o único livro que Emily Brontë escreveu dividem-se por um lado há quem ame e por outro há quem odeie.</p>
<p>Felizmente fiquei a pertencer ao grupo dos que amou e até percebo quem não tenha gostado. Em primeiro lugar fala-se muito do amor entre Heathcliff e Cathy e o leitor acaba por não encontrar um livro só sobre isso e imaginando ser um livro mais romântico como é Jane Eyre escrito pela irmã de Emily, Charlotte a desilusão acontece.</p>
<p> </p>
<p>O romance está lá, mas é da criação dos personagens e nas suas motivações e atitudes que Emily Brontë joga as suas melhores cartas. O livro é bastante denso a nível psicologico, abordando temas bastante complexos como a violência doméstica ou o bullying. Na minha opinião é nos personagens e na sua complexidade que o livro ganha os seus pontos e como sou apreciadora disso, a história cativou-me. A cada um deles poderia ser objecto de estudo de um psiquiatra ou psicologo, a começar por Heathcliff e o eterno debate: será a sua maldade fruto das circunstâncias ou algo que nasceu com ele?</p>
<p> </p>
<p>Emily parece ser uma grande conhecedora da natureza humana, o que impressiona o leitor, já que pouco ou nada viu do mundo e a sua vida foi curta e foi ainda jovem que escreveu este livro. Talvez por ser um pouco uma eremita ( segundo dizem os entendidos na sua vida) é que ela percebia tão bem os outros e os via de uma forma que passou brilhantemente para o papel.</p>
<p> </p>
<p>Este foi o único livro que escreveu, embora com os irmãos tenha inventado histórias que os mantinha entretidos. Alguns academicos acreditam que ela tinha começado um segundo livro, mas a após a sua morte o livro foi queimado. A recepção ao Monte não foi muito boa e só a custo foi conquistando o seu lugar ao contrário de Jane Eyre que foi um êxito imediato.</p>
<p> </p>
<p>Do livro, fica a história de Heathcliff, um rapaz orfão que é adoptado pela familia Earnshaw e que enfrenta ao chegar todas as dificuldades que alguém no seu lugar encontra ao ser adoptado. De notar que antigamente as pessoas eram, em geral, bastante más e desagradaveis para com os orfãos. Possivelmente porque os orfãos eram filhos ilegitimos ou pelo menos uma boa parte era.</p>
<p>Mas não é só de Heathcliff que é feito este livro, temos também Catherine Ernshaw ou Cathy que se confunde com a sua filha que tem o seu nome, Hindley, o irmão de Cathy e herdeiro do Monte dos Vendavais e a familia Linton que vive na vizinha Herdade dos Tordos. Há também Nelly, a fiel empregada que conta ao Sr. Lockwood e ao leitor a história das pessoas que vivem no Monte dos Vendavais.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:8131Eva Sousa2013-05-23T22:02:41O "Segredo" não confudir com "O Segredo"2013-05-23T21:08:31Z2013-06-01T21:52:15Z<p> </p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/vitita/fotos/?uid=MFZz1LQEsGjrKzPp57ip"><img style="border: 0px currentColor;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G491360cc/15016811_6KefB.jpeg" alt="" width="405" height="625" /></a></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Este livro é composto por vários contos que giram todas em torno dos mesmos personagens em diferentes situações e fases diferentes da vida. Não sendo uma história unificada na sua globalidade os vários contos têm pontos comuns entre si , à totalidade Obra de Charlotte Brontë e mesmo à obra das suas irmãs, como o papel do sobrenatural e as intricadas relações amorosas que tudo vencem no final.</p>
<p>Estes textos apesar de curtos , de as histórias serem infantis e parecerem-se com "contos de fadas" são de difícil leitura e acompanhamento por parte do leitor.</p>
<p>Parece-me uma obra importante sobretudo para conhecimento da riqueza imaginativa da escritora e da família Brontë uma vez que todos os irmãos se entretinham a criar histórias no ambiente fantástico descrito como verdopolis onde este livro se desenrola.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:7816Eva Sousa2013-04-11T21:31:16Villette2013-04-11T20:37:55Z2013-04-11T20:37:55Z<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;"> </span></p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/vitita/fotos/?uid=Nu1LnrbEUDvfFJMZLfC2"><img style="border: 0px currentColor;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G05139ebd/14853768_1MuPK.jpeg" alt="" width="180" height="279" /></a></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Este livro foi escrito por Charlotte Bronte e publicado em 1853 e seria segundo Virginia Wolf o melhor romance de Charlote.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Villette com a história de uma Inglesa, Lucy Snowe com muito pouco no mundo a não ser os amigos e o seu carácter estóico e forte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">A história começa ainda na adolescência da mesma, em que sem recursos, sem família e não querendo ser um fardo para os amigos esta rapariga decide trabalhar para seu próprio sustento, primeiro como ajudante de uma senhora inválida e após a morte desta por um golpe de coragem ou de desespero segue para uma cidade francesa da qual ouviu falar - Villette.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Em Villette esta procura acolhimento numa escola e após algum tempo como ama torna-se professora de inglês. Aqui reencontra velhos conhecidos e amigos e numa sucessão de coincidências torna-se feliz. Aqui aprende o valor dos amigos nas pessoas do Dr. John da Madrinha de Paulina de Mr. Paul, e apercebe-se que não está sozinha no mundo. Pensa estar enlouquecida pela visão de uma freira fantasma que afinal é algo mais de carne e osso. Ao longo da História Lucy começa a amar alguém que parece verdadeiramente detestável e que duvido que como leitores seja o género de herói que apaixone alguém, ainda que tenha tanto de qualidades como defeitos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: medium;">Apesar do tamanho do livro e mesmo sendo muito descritivo cheguei ao fim a sentir que termina de forma abrupta... haveria mais do livro para escrever, mais das histórias de amor que aqui encontramos, mais das personagens que nos acompanham.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:7647Vera2013-02-08T12:45:00Jane Eyre 19972013-02-08T13:03:47Z2013-02-08T13:07:04Z<p style="text-align: center;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/florvieira/fotos/?uid=mHFyuh2hAz5r8Vdko07n"><img style="border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbb125efc/14596755_nODpI.jpeg" alt="" width="264" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A década de 90 do século passado deu-nos duas adaptações de Jane Eyre. Uma foi feita em 1996 e a outra em 1997, é precisamente sobre a última que vou falar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta versão foi feita para televisão, mais precisamente para a ITV e ao contrário de versões anteriores ou posteriores não foi uma mini-série mas sim um telefilme. A primeira sensação que fica após ver esta adaptação é que a mesma foi apressada. Jane passa de Gateshead para Lowood e de Lowood para Thornfield com uma rapidez impressionante.</p>
<p style="text-align: justify;">A parte da infância é muito apressada, mas mesmo assim achei a cena passada no quarto vermelho bastante boa. Ao contrário de outras adaptações esta parece esquecer o elemento gótico e até mesmo sombrio que outras têm. Nas adaptações de 2006 e 2011, quando Jane chega a Thornfield Hall é quase noite. Nestas adaptações os cenários nocturnos aquando da chegada dela dão ao espectador uma certa inquietação, um certo medo, isso não acontece nesta adaptação e Jane chega em plena luz do dia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Outro aspecto importante é que Rochester mostra-se muito amistoso com Adele e a personagem foi bastante mais suavizada. Rochester não é cruel ou frio, mas é um pouco brusco na forma de falar. Há quem diga que este Rochester, interpretado pelo Ciran Hinds grita muito, eu não achei isso, mas achei que por força de ter sido suavizado acabou por se expressar em algumas vezes de uma forma que parece uma criança a gritar por um brinquedo. Uma cena que demonstra isso é após o casamento falhado, quando Jane o abandona.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Samantha Morton é uma boa Jane, mas como a todas as outras parecer faltar-lhe algo, também ela me parece mais doce e menos decidida. Nesta adaptação Mrs. Fairfax foi um pouco esquecida e apenas parece encher o ecrã. Química, esse elemento tão importante existe entre os protagonistas, mas não é uma química palpavel e que se sinta no ar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">De um modo geral, esta é uma boa adaptação e da qual eu gosto. Achei alguns momentos particularmente bem feitos e dentro dos possíveis fieis ao livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem quiser ver pode fazê-lo no youtube. Esta adaptação também se encontra à venda na Fnac.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:7245Eva Sousa2013-02-06T10:10:08Eurico o Presbitero2013-02-06T10:12:17Z2013-02-06T10:12:17Z<p><a id="irc_mil" style="border: 0px currentColor;" href="/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&docid=5QuzVLAZiblu_M&tbnid=Xpsrjgi2F9hreM:&ved=0CAgQjRwwAA&url=http%3A%2F%2Fnonas-nonas.blogspot.com%2F2008%2F10%2Flivro-eurico-o-presbtero-de-alexandre.html&ei=VywSUcTjE4yRhQeF8oHgDA&psig=AFQjCNHRtJIXC6Y4TF0dTF-AHpqGJLvSEg&ust=1360231895368866"><img id="irc_mi" style="margin-top: 75px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://1.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SPDm1GhkMjI/AAAAAAAAClc/0C9xMTOZ4Lc/s400/Eurico+o+Presbítero+-+Alexandre+Herculano.jpg" alt="" width="283" height="400" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>Escrevo este artigo baseado inteiramente na minha opinião pessoal, que por falta de compreensão da minha pessoa pode ter conduzido a ideias erradas acerca do mesmo.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>Quando comecei a ler o livro foi na perspectiva do romance histórico, desde sempre me senti atraída pela história e por toda a literatura que de uma forma descritiva nos transporte para outras épocas. Gosto por isso, maioritariamente de livros não contemporâneos.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>No presente caso parece me que este deva ser um livro conduzido na sua leitura por alguém com conhecimentos literários que nos permitam a compreensão a um nível mais profundo.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>A minha formação é na área das ciências e embora do ponto de vista de interpretação muitas vezes isso não se sinta de forma particularmente pronunciada, neste livro, que não pretendia ser, mas é um meio caminho na prosa poética, limitou a minha compreensão da história e organização literária. Contudo, talvez por não ter sido uma obra discutida por mim ao longo da minha formação eu tivesse curiosidade em conhecer a mesma.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>A história centra-se no tempo das Guerras Santas na Península Ibérica, antes de Portugal ser Portugal e da Espanha ser Espanha, apesar de o livro ter sido escrito em meados do século XIX.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>Este retrata todo um sistema de valores em vigor na época na qual decorre a acção, a luta como uma forma de defesa da honra, a religião como uma fuga às paixões humanas e às frustrações das nossas vidas na terra, a traição da pátria e o amor proibido entre Hermengarda e Eurico. No final é uma história triste e rebuscada, por Eurico se ter tornado Padre, Hermengarda Enlouquece e perante cenário tão devastador Eurico parte para o combate na esperança de morrer...</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: book antiqua,palatino; font-size: small;"><em>Devo dizer que já não se fazem histórias de amor assim, até porque tudo naquele momento faz o leitor desejar um final diferente para a história e claramente nos leva à compreensão que a vida nos tempos de Hoje parece muito mais simples na interação humana.</em></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:6928Vera2013-02-04T11:32:25Depois do Adeus2013-02-04T11:52:39Z2013-02-04T11:52:39Z<p style="text-align: justify;">Na televisão portuguesa passam poucas séries de época, a produção nacional neste campo é também bastante escassa. Recentemente a RTP1 começou a exibir Depois do Adeus.</p>
<p style="text-align: justify;">A série acompanha uma familia que regressa de Angola após o 25 de Abril, emitida aos sábados pela RTP1, pelas 21h, esta é uma excelente série sobre uma época da nossa história pouco falada/abordada.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem ver os episódios já emitidos e fica a conhecer melhor o universo de Depois do Adeus <a href="http://www.rtp.pt/programa/tv/p28774">aqui.</a> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/CdGOIaoM1dw" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:6717Eva Sousa2013-01-14T19:12:40North and South2013-01-14T19:13:00Z2013-01-14T19:13:00Z<p> "North and South" é um livro absolutamente apaixonante! Após ver a série decidi ler o livro e digo que no final a Série me decepcionou, pois muito embora esteja muito bem conseguida o livro é perfeito. Devo dizer que é um livro repleto de todos os elementos que possam tornar uma peça literária interessante, amor luta entre classes, morte de entes queridos, sofrimento, na época da revolução industrial inglesa. A história situa-se em Milton, uma cidade fictícia, que contudo retrata bem as cidades industrializadas inglesas no séc XIX. É muito bem escrito, as personagens são profundas e conseguimos uma descrição tão perfeita que é impossível não nos imaginarmos a vivenciar a História. Claramente é muito mais que um romance, ainda assim a história de amor entre os dois protagonistas leva-nos a sofrer e amar com eles. Não é decifrável logo no início e todos os mal entendidos nos levam a acompanhar um caminho de amor doloroso até um final radiante. Apercebemo-nos da existência de um herói sem falhas que se acha pequenino na sua Humanidade devido ao seu começo humilde e a uma "falta de berço" ou perda do mesmo. Ficamos a conhecer uma heroína sem defeitos, consciente do seu valor e preconceituosa com«ntra os homens do comércio e da industrialização (sobretudo se estiverem no lado dos ricos e poderosos) que se vai tornando real e humilde ao longo da história. Acredito que Margaret se apaixonou pelo Mr. Thornton muito antes de se ter dado conta e esta simplicidade dum amor de coração intocável pelo seu próprio entendimento é simplesmente irresistível. Nisto tudo, após tão longas páginas devo reconhecer uma grande falha neste livro ... o facto de ter chegado ao fim, de bom grado me via a acompanhar a história pelo menos por mais 500 páginas...</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:6519Eva Sousa2013-01-14T19:05:48North and South2013-01-14T19:12:34Z2013-01-14T19:12:34Z<p> "North and South" é um livro absolutamente apaixonante! Após ver a série decidi ler o livro e digo que no final a Série me decepcionou, pois muito embora esteja muito bem conseguida o livro é perfeito. Devo dizer que é um livro repleto de todos os elementos que possam tornar uma peça literária interessante, amor luta entre classes, morte de entes queridos, sofrimento, na época da revolução industrial inglesa. A história situa-se em Milton, uma cidade fictícia, que contudo retrata bem as cidades industrializadas inglesas no séc XIX. É muito bem escrito, as personagens são profundas e conseguimos uma descrição tão perfeita que é impossível não nos imaginarmos a vivenciar a História. Claramente é muito mais que um romance, ainda assim a história de amor entre os dois protagonistas leva-nos a sofrer e amar com eles. Não é decifrável logo no início e todos os mal entendidos nos levam a acompanhar um caminho de amor doloroso até um final radiante. Apercebemo-nos da existência de um herói sem falhas que se acha pequenino na sua Humanidade devido ao seu começo humilde e a uma "falta de berço" ou perda do mesmo. Ficamos a conhecer uma heroína sem defeitos, consciente do seu valor e preconceituosa com«ntra os homens do comércio e da industrialização (sobretudo se estiverem no lado dos ricos e poderosos) que se vai tornando real e humilde ao longo da história. Acredito que Margaret se apaixonou pelo Mr. Thornton muito antes de se ter dado conta e esta simplicidade dum amor de coração intocável pelo seu próprio entendimento é simplesmente irresistível. Nisto tudo, após tão longas páginas devo reconhecer uma grande falha neste livro ... o facto de ter chegado ao fim, de bom grado me via a acompanhar a história pelo menos por mais 500 páginas...</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size: x-small;"></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:6322Vera2013-01-02T14:45:16The Paradise2013-01-02T15:52:20Z2013-01-02T16:03:38Z<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/florvieira/fotos/?uid=LmuMvZy505WiE83Rhg12"><img style="border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb611cc1a/14196465_DrYYQ.png" alt="" width="400" height="500" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">crédito da foto: <a href="http://mmorrow.tumblr.com/">Period Films & C</a>.</span></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Nada melhor para o primeiro post de 2013 do que a série de época que mais gostei em 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">The Paradise distingue-se de outras séries feitas pela BBC ou ITV em dois aspectos. Quem vê este tipo de séries sabe que os ingleses adaptam sempre os grandes clássicos da literatura inglesa, autores mais desconhecidos como Elizabeth Gaskell. Algumas séries como Downton Abbey são argumentos originais e outras como The Crimson Petal and the White adaptam romances históricos escritos nos nossos dias.</p>
<p style="text-align: justify;">São raras as vezes que se adaptam livros de outros países e por isso mesmo The Paradise distingue-se porque adapta um livro de Émile Zola, escritor francês.</p>
<p style="text-align: justify;">E a outra grande distinção está em Denise, a protagonista da série, na ficção inglesa não são comuns as mulheres trabalhadoras; é mais comum encontrarmos as meninas de sociedade à espera de fazer um bom casamento.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com a Revolução Indutrial deu-se um aumento da produção e consequentemente um maior consumo de bens, e naturalmente o comércio começou a prosperar. Isto abriu portas às mulheres que até aí poucos oportunidades de empregos tinham.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1875, Denise vem da sua aldeia para a cidade ( nunca nos dizem que é Londres, por isso assumo que talvez não seja) para trabalhar na loja do tio; contudo a pouca clientela que tem não permite ao tio de Denise dar-lhe um emprego e por isso mesmo ela começa a trabalhar no The Paradise.</p>
<p style="text-align: justify;">É por esta altura que o comércio sofre uma reviravolta e as pequenas lojas que vendem cada uma a sua mercadoria vêem-se ameaçadas por lojas como o The Paradise que tinham tudo, desde o tecido para fazer um vestido novo, aos botões para esse mesmo vestido passando pelas rendas com que se iriam adorná-lo, a preços mais baratos.</p>
<p style="text-align: justify;">Denise rapidamente dá nas vistas. Ela parece ser talhada para o negócio e a sua mente fervilha com ideias que ajudam a aumentar as vendas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela acaba por criar alguma inimizade por parte de alguns colegas, mas é vista como uma mais valia por Moray, o dono da loja.</p>
<p style="text-align: justify;">Moray é viúvo e parece indeciso sobre um possivel compromisso com Miss Glendenning, a filha de um banqueiro. O casamento permitiria a Moray comprar as lojas à volta da sua e deste modo aumentá-la e livrar-se de algumas dívidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra personagem que merece o meu destaque é a Miss Audrey, a chefe do departamento de roupa de senhora e mulher na casa dos quarenta. Ela simboliza as mulheres que nesta altura começavam a ficar solteiras, não por falta de pretendentes, mas sim como opção em prol da carreira. Miss Audrey, em alguns momentos pensa se terá sido correcto fazer isso.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">The Paradise é uma série que começa lenta e vai-nos conquistando pelos seus personagens, pelas suas histórias de vida e pelas relações que se vão establecendo entre eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente gostei da série desde o inicio, contudo penso que ela só conquistará alguns a partir do seu terceiro ou quarto episódio quando intriga começa a adensar-se. O último episódio foi dos mais emocionantes e aquele que mais vezes pensei que iria acontecer uma coisa e aconteceu outra.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/M9etSsUgCnw" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:6033Vera2012-12-26T10:38:50Titanic - Blood And Steel2012-12-26T11:05:49Z2012-12-26T11:05:49Z<p style="text-align: justify;">O ano de 2012 foi marcado pelo centenário do naufrágio do Titanic. Apesar de a história marítima ter, infelizmente, muitos naufrágios, este é um dos mais famosos. Talvez porque os media, chamavam ao Titanic o navio inafundável ou talvez o seu tamanho e luxo tenha mexido com a imaginação das pessoas que viviam naquela altura. Seja como for a sua popularidade é inquestionável e por isso mesmo a televisão e o cinema têm nos dado ao longo dos tempos séries e filmes que abordam o naufrágio do Titanic.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos filmes mais famosos é aquele que foi realizado em 1997 por James Cameron. Já este ano a televisão, numa mega-produção que envolveu vários países deu-nos uma mini-série de quatro episódios.</p>
<p style="text-align: justify;">A importância do naufrágio é tanta que vai aparecendo em algumas séries ou filmes, embora nunca nos mostrem o naufrágio propriamente dito. Quem não se lembra do inicio de Downton Abbey e na morte do herdeiro que viajava a bordo deste navio. Um acontecimento que marca o inicio da série e traz consequencias para a família.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Titanic Blood and Steel traz ao espectador uma perspectiva diferente. Esta série foca-se na construção do navio e não no seu triste fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante 12 episódios vemos como Belfast era uma cidade onde as fortes divisões religiosas criavam conflitos entres os trabalhadores. Estas divisões eram tão fortes que criar um sindicato para os trabalhadores foi uma tarefa quase impossível. O espetador é convidado a ver como os trabalhadores lutavam por melhores condições e como isso punha em risco, os prazos do construção do Titanic.</p>
<p style="text-align: justify;">É impossível dizer quais as personagens ( com algumas excepções) que são ficção e quais as que são baseadas em pessoas reais. Tentei ver na Wikipédia, mas não vi nada que me elucidasse. Da mesma forma que não sei até que ponto as situações retratadas referentes à construção do navio são verdadeiras ou ficcionadas.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Pessoalmente não foi uma série que me tivesse despertado á minha atenção, fui vendo, mais pela curiosidade de saber o que acontecia a seguir do que pelo interesse que a mesma me despertou. Posso dizer que nenhuma dos personagens me encheu as medidas e o que gostei mais foi mesmo a parte histórica referente a greves e lutas politicas que marcaram Belfast naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar, o fim foi muito pobre e do meu ponto de vista mal construido. Nos últimos episodios, percebemos que grande parte do elenco, por um motivo ou outro vai embarcar no Titanic. Não esperava que a série mostrasse o naufrágio mas achei uma falha não dizerem ao espectador quem viveu e quem morreu. É possível que tenha sido assim para fazerem uma segunda série, mas o espectador que investe 12 horas do seu tempo a ver uma série, merece sempre uma conclusão.</p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/XYsRGhtUAwk" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:5817Vera2012-12-23T13:00:02Bit of Fry & Laurie - Jane Eyre2012-12-23T13:02:00Z2012-12-23T13:02:00Z<p style="text-align: justify;">E se alguém entrasse numa livraria e quisesse falar com Charlotte Brontë porque não gostou de Jane Eyre?</p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/lo1OnD2Rk4o" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:5551Vera2012-12-16T12:02:52Gran Hotel2012-12-16T12:03:36Z2012-12-16T12:09:33Z<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/florvieira/fotos/?uid=ww2wTN2Z4NvsobOQvAez"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8f1194f0/14134254_ZB4zM.jpeg" alt="" width="456" height="500" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">(esta imagem foi tirada na net)</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma série espanhola que a imprensa apelida como a Downton Abbey espanhola. No entanto, as semelhanças entre esta série e Downton Abbey são quase inexistentes. Ambas têm lugar mais ou menos no mesmo ano, Downton Abbey começa em 1912, com o naufrágio do Titanic e o Gran Hotel em 1905, os últimos episódios tem lugar em 1906.<br />Se os espanhóis escolheram este ano porque significa alguma coisa em termos históricos ou para se afastarem da série inglesa não sei dizer.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O Gran Hotel é o lugar de lazer para os ricos e é propriedade da familia Alarcón. Com a morte do marido ( algo que acontece antes da série começar) D. Teresa toma as rédeas do hotel com a ajuda de Diego que é nomeado director do hotel. D. Teresa é uma mulher fria e calculista e por isso mesmo não hesita em propor à sua filha Alicia que se case com Diego para que tudo fique em família, o próprio Diego, não sendo apaixonado por Alicia, é um homem ambicioso que não se importa com ninguém a não ser ele próprio.</p>
<p style="text-align: justify;">Alicia volta ao Gran Hotel após uma temporada em Madrid. O pai queria que ela estudasse para um dia puder ser ela a dirigir o Gran Hotel, mas a morte do pai, troca as voltas à sua ambição e ela acaba em Madrid a aprender como ser uma boa esposa e dona de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Sofia, é a outra filha de D. Teresa. Ela está grávida do seu primeiro filho e teme que se a gravidez não for a bom porto o marido, Alfredo a deixe ficar. Como futuro Marquês é importante que Alfredo tenha um herdeiro. Sofia sofre ainda algum desprezo por parte da sogra por ser de família de comerciantes e não ter sangue nobre. Uma das ambições do casal é que Alfredo se torne director do Hotel.</p>
<p style="text-align: justify;">A familia Alarcón fica completa com Xavier que sendo o único varão seria o mais indicado para assumir o comando do hotel, mas felizmente ou infelizmente ele é o típico mulherengo e bon vivant; algumas das suas aventuras acabam por render alguns risos ao longo da série.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O hotel tem um exército de criados que são comandados pela governanta Ursula, há muitos anos ao serviço do hotel e que consegue ser tão fria como D. Teresa. Algo que contrasta com a doçura e bom coração que o seu filho Andrés tem. Para desgosto da mãe ele é apaixonado por Bélen, uma criada ambiciosa. Os outros criados que vão aparecendo ao longo da série vão tendo uma importância pontual para a história, mas nunca se tornam personagens importantes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">É a este cenário que chega Julio, ele vem à procura da sua irmã Cristina. Há cerca de um mês que ela não escreve à família, ela que era muito regular nas suas cartas.</p>
<p style="text-align: justify;">Julio não acredita quando Andres lhe conta que Cristina foi acusada de roubo e foi despedida e decide investigar. Ao ser confundido com um novo camareiro, ele aproveita este facto para se infiltrar no Hotel.</p>
<p style="text-align: justify;">Julio acaba por ser descoberto por Alicia. Entre os dois surge uma forte atracção e é apenas nesta relação que vejo uma semelhança com a relação entre Sybill e Branson em Downton Abbey.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Como espectadora de séries de época é sempre bom ver outras séries que não sejam inglesas ou americanas. Primeiro porque permite alargar os horizontes e conhecermos melhor a história de um país ou mesmo os seus livros mais emblemáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo não estou muito contente com esta série e passo a explicar porquê. Eu sempre gostei, desde muito pequena, de séries de época e uma das coisas que me fascinou nas mesmas são precisamente os dramas que as pessoas viviam naquela época. Dramas que hoje já não fazem sentido ou que a acontecerem nos nossos dias já não têm o mesmo impacto que teriam naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;">Gran Hotel foca-se muito na descoberta do que aconteceu à Cristina, acabando por ter uma forte componente policial. Eu não sou leitora de policiais, mas até gosto de ver séries onde se investigam crimes ou têm mistérios que me façam estar colada ao ecrã, mas não é isso que procuro numa série de época.</p>
<p style="text-align: justify;">Gran Hotel perde também em alguns aspectos, o primeiro e mais importante é vermos as personagens com atitudes que pessoas daquela época não teriam; por exemplo, num dos episódios, um diz ao outro: não toques nisso, vamos chamar a policia e eles tiram as impressões digitais. Já existiriam impressões digitais, mas como estavam ainda pouco divulgadas, dificilmente alguém se lembraria disso. Noutra situação vêm um vídeo, passando para trás e para a frente até verem algo suspeito. Mais uma vez naquela altura, as pessoas mal sabiam o que era o cinema, quanto mais ver um filme até descobrir alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto negativo é que a série assenta muito na fórmula de personagens, à moda de telenovela, ou seja, uns são muito bons e outros são muito maus.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes aspectos que referi aliados ainda a uma facilidade em descobrir mais rapidamente do que seria normal acabam por tirar à série aquela beleza especial que as séries de época costumam ter.</p>
<p style="text-align: justify;"> Não se podem apontar falhas a nível de guarda-roupa, cenários e até mesmo a prestação dos actores, contudo eu não tenho a certeza se irei voltar a ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem quiser ver e souber um pouco de espanhol, mesmo que seja muito básico, não terá dificuldades em encontrar a série na net.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao todo são duas temporadas, com oito episódios e a nova começa para Fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar um pequeno trailer.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/4AilyEMAQ5g" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:5167Vera2012-12-07T13:07:41Jane Eyre, a versão musical2012-12-07T14:04:32Z2012-12-07T14:08:28Z<p style="text-align: justify;">Desde os tempos que inventaram o cinema e mais tarde a televisão, que os livros têm vindo a ser adaptados para estes dois meios. Quase todos os livros acabam um dia no grande ou pequeno ecrã, principalmente aqueles que são populares como Jane Eyre. Apesar dos ingleses terem um mundo teatral bastante activo, são muito raras as peças de teatro que adaptam livros clássicos, talvez por existirem muitas peças de teatro para serem levadas ao palco deixe de lado estas produções ou talvez seja o excesso de adaptações quer para cinema quer para televisão.</p>
<p style="text-align: justify;"> Há ainda alguns que tem a ousadia e a coragem de agarrar um livro e torná-lo um musical. Se não é fácil dar imagens às palavras deve ser ainda mais difícil dar-lhes música. Mas isso não tem impedido muitos de tentarem os resultados, dos que conheço, são bastantes bons.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Um dia no longínquo ano de 1995, Paul Gordon e John Caird começaram a trabalhar naquilo que seria um musical feito a partir da obra imortal de Charlotte Brontë. Começou como uma coisa pequena em Toronto ( quem vê Smash, sabe que não é fácil fazer um musical) e chegou à Broadway.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelo caminho algumas coisas foram mudando, como não podia deixar de ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário de outros musicais que fazem furor no palco e vão para o grande ecrã Jane Eyre continuou apenas em palco. Teve no entanto, boas reviews e os japoneses não resistiram a levá-la para os seus palcos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se quiserem saber mais, por favor, vejam a página da Wikipédia: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jane_Eyre_(musical)">Jane Eyre, the Musical </a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Eu adoro musicais e ter tido a possibilidade, ainda que seja só de ouvir, um musical inspirado num livro que adoro, foi uma experiencia fascinante. Durante dias, ouvi pouco mais que as músicas num constante repeat.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">As vozes de Marla Schaffel e James Barbour, que interpretam a Jane e o Rochester, são fabulosas. Tenho pena que este musical não tenha chegado aos ecrãs, mas ainda bem que não chegou porque de certeza que iam escolher actores que não sabem cantar e iam estragar o excelente trabalho dos actores de palco.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Se quiserem ouvir, vejam este <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1lxmip_Ohr8">video</a>, o primeiro de vários que apesar de manhosos dá uma ideia do musical. O único senão destes videos é faltar a parte da infância de Jane.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"> <span style="font-size: x-small;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/florvieira/fotos/?uid=ob29Ns4ONhMSWuor7BO3"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B44124454/14100535_fZd8J.gif" alt="" width="290" height="217" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"> Marla Schaffel e James Barbour. Crédito da foto: <a href="http://www.playbill.com/news/article/60347-Jane-Eyre-Once-Set-to-Close-Continues-Through-Tony-Time">Playbill</a></span></p>
<p> <img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P951100c7/13784128_QH8Qw.jpeg" alt="" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:5097Vera2012-11-17T15:49:06Jane Eyre 20062012-11-17T16:38:57Z2012-11-17T16:41:38Z<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/florvieira/fotos/?uid=nRjz975q4920DwZ7DLag"><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b1241ad/14022610_pwlL2.png" alt="" width="500" height="422" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <span style="font-size: xx-small;">crédito da foto:<a href="http://mmorrow.tumblr.com/"> Period Films&C. </a></span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Jane Eyre é possivelmente um dos livros mais adaptados da história da televisão e cinema. Contudo, não existe uma única adaptação que seja apontada pelos fãs como definitiva ou até mesmo perfeita. Todas elas contém falhas umas mais graves do que outras. Contudo, desde que estreou em 2006 esta adaptação rapidamente conquistou os fãs do livro e estabeleceu-se como uma favorita.</p>
<p style="text-align: justify;">Produzida pela BBC e com um total de 4 episódios, esta é a adaptação que consegue duas coisas que poucas até aqui tinham conseguido: uma Jane perfeita e uma química extraordinária entre esta personagem e o Sr. Rochester. Desde esta altura que tenho acompanhado a carreira da Ruth Wilson e do Toby Stephens e nenhum deles conseguiu tanta química com outros pares que entretanto foram arranjando noutros trabalhos. Há nas cenas entre Jane e Rochester, toda uma troca de olhares, de pequenos sorrisos e uma cumplicidade que faz o espectador acreditar que eles estão apaixonados um pelo outro. Jane Eyre é uma obra que vive essencialmente de duas coisas, uma é personagem Jane e toda a sua etapa de vida desde que a conhecemos em casa da sua tia Reed e o relacionamento entre Jane e Rochester. O resto, embora tenha alguma importância apenas serve para ir alimentando o leitor ou espectador enquanto espera por uma nova cena entre Jane e Rochester.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sandy Welch, responsável pela adaptação, conseguiu ser fiel à obra que Charlotte Brontë escreveu, no entanto alterou muito dos diálogos, sem no entanto fugir aquilo que é dito no original, no fundo ela acabou por modernizá-los. Outra novidade que esta adaptação tem é incluir a cena da cigana de forma alterada e fazer a cena da carruagem, coisa que não acontece em mais nenhuma adaptação. Por ter 4 episódios a série também reflecte nas diferenças entre as irmãs Reed, inimigas declaradas e nas irmãs Rivers, amigas e confidentes. A duração também permite termos uma melhor visão da família Rivers e principalmente de St. John. No entanto, falha na infância de Jane que é como na maioria das outras adaptações apressada. Saliento ainda que a adaptação consegue trazer o aspecto gótico para o ecrã e toda a desconfiança que Jane alimenta em relação a Grace Poole.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Falar desta adaptação não é muito fácil para mim, descobria numa pesquisa depois de ter visto a adaptação de 1943 e ter ficado encantada com a história de menina órfã e mal-amada. Na altura estava a ser emitida no Reino Unido e eu sabia que dificilmente seria emitida aqui, tal é escassez de séries deste género na nossa televisão, panorama que de resto não mudou, nem com todo o sucesso que Downton Abbey tem vindo a ter. Acabou por ser emitida dois anos depois, em 2008, quando já tinha corrido o mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Até ao dia em que pude finalmente ver em dvd, devorei vídeos de algumas cenas, vídeos de música e imagens que encontrei na net. Receei que pudesse vir a estragar o visionamento, mas isso não aconteceu quando vi tudo foi amor à primeira vista e depois disso vi esta adaptação muitas vezes, com pouco espaço de tempo entre visualizações, e nunca me cansei.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar, deixo-vos um vídeo que promoveu na BBC esta série. Para quem não sabe o nome da música usado, é You Never Know dos Goldfrapp.</p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/xV4qpvF-e80" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"> </div>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"> </div>
<p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P951100c7/13784128_QH8Qw.jpeg" alt="" /></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:4858Sandra F.2012-11-12T21:37:02Prequela de Downton Abbey2012-11-12T22:40:12Z2012-11-12T22:40:12Z<p style="text-align: justify;">Parece que a história de Cora Crawley, Condessa de Downton Abbey e esposa do Earl of Grantham, vai ter direito a uma série própria que será uma prequela de Downton Abbey, ou seja contará como Cora, uma americana rica, casou com o Duque de Grantham.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=WhuZh8EoRnnydZmBggl7"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bad129e22/14003987_uM1ef.jpeg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente, esta era uma prática bastante usual no final do século XIX (1870 até final da I Grande Guerra), quando se assistiu à vinda de mulheres bonitas e ricas vindas da América para Inglaterra, em busca de um mebro da aristocracia britânica para desposar. Em troca do título aristocrático, estas mulheres ofereciam dinheiro americano, proveniente basicamente dos papás ricos e ainda herdeiros! Sim, herdeiros! Note-se que foi de uma relação destas que nasceu Winston Churchill. Essas mulheres eram as chamadas 'Dollar Princesses' e eu espero ardentemente que esse não seja o nome a ser dado a esta nova série!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=fQVB6jZztqW1OEL5t8nD"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbd125308/14003989_NwZzD.jpeg" alt="" width="194" height="259" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O forte impacto destas mulheres na vida britânica, com uma aristocracia empobrecida devido a uma crise na agricultura, será focado certamente nesta prequela de Downton Abbey. Esta concentrar-se-á especialmente na fase de namoro do casal mas não deixará de focar esta influência das ricas herdeiras americanas.</p>
<p> <a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=3md28WlAwm7s4diV26K6"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7c122c7d/14004061_5PcgQ.jpeg" alt="" width="239" height="211" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Melanie Stafford do American Museum in Britain em Bath:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><em>'They came from a different culture and had a very different outlook on life. They were more forward than English women, who were expected to know their place and be seen and not heard</em>. <em>The American women were socially confident and competitive. If they had a view they’d make it known, so they could be very good company"</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E acrescenta que:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">"<em>Soirees and musical evenings were held, where the women would be introduced to members of the aristocracy. It was all very hasty and this was like the speed-dating of its time, involving impoverished members of the English aristocracy and wealthy American heiresses. They were marriages of convenience, but you have to remember that there was much less emphasis on marrying for love in those days</em>".</p>
<p> <a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=gZAWQOLHR3D2nL23Nuwk"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4611a700/14004065_ZazTO.png" alt="" width="225" height="225" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Julian Fellowes, o criador da série diz:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">"<em>I do have an idea of doing a prequel of the courtship between Robert and Cora. It is a fascinating time when the Buccaneers were coming to England and marrying (aristocrats</em>)". E relembra que Cora estava apaixonada por Robert antes de casarem mas que ele demorou cerca de um ano a apaixonar-se por ela. Ele casou por dinheiro e sente uma certa culpa por isso.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Eu continuo a querer acreditar que a relação inicial de Cora e Robert nada teve a ver com isto e que sempre foi e é uma linda história de amor. Gosto muito deles e ia simplesmente adorar que esta prequela fosse mesmo avante, com a mesma qualidade e beleza de Downton Abbey. A melhor dupla de atores que vi sugerirem para o papel deste casal foi Jennifer Goodwin (que é fã de Downton Abbey) e (sossega, coração...) Michael Fassbender. Eu apoio totalmente!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/sandramfreitas/fotos/?uid=2u9Sm6dF83HT2TrEe074"><img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B69129dc3/14004070_wwh80.jpeg" alt="" width="267" height="189" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:greatmindsthinkalike:4417Vera2012-10-16T11:50:30Parade's End2012-10-16T11:20:06Z2012-10-16T11:20:06Z<p style="text-align: justify;">À primeira vista Parade's End parece uma cópia de Downton Abbey, confesso que quando vi as primeiras imagens da série foi isso que pensei. No entanto a BBC, em associação com a HBO, é mais inteligente que isso e em vez de nos dar algo igual, como seria de esperar, dá ao espectador algo diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar dá-nos a possibilidade de conhecer uma das grandes obras do século XX. Parade's End está em 57º lugar na lista da Modern Library's, mas infelizmente não tem tradução para português; isto começa a ser tão comum que já deixei de dar importância a este facto.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dizia no inicio há nas imagens da série qualquer coisa de Downton Abbey, mas isso acontece porque o período retratado é o mesmo, mas o único acontecimento em comum é ambas as séries mostrarem a Primeira Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Com argumento de Tom Stoppard, a partir do livro escrito por Ford Madox Ford, esta série é absolutamente brilhante.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começa com o casamento de Christopher Tietjens, um aristocrata e Sylvia. O casamento é motivado pela gravidez de Sylvia, contudo nem ela sabe se o filho que espera é do Tietjens ou do seu amante. Apesar a da dúvida, Christopher não hesita em casar com ela. Depressa percebemos que o casamento foi um erro e Sylvia é uma mulher má, fria e absolutamente detestável. Dois anos após o casamento Sylvia foge com um dos seus amantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tietjens tem nesta altura todos os motivos para se separar dela, mas em vez disso espalha a noticia que ela foi cuidar da mãe que está numas termas na Alemanha. Pouco depois Sylvia, meia arrependida do que fez decide voltar e Tiejens aceita-a de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">O casamento continua embora a relação seja apenas de fachada. Tudo muda quando Tietjens conhece e se sente atraído pela jovem Valentine, uma sufragista. A partir daqui, o espectador começa a pensar se Tietjens continuará com o seu casamento, se terá um caso com Valentine, se Syliva morre miraculosamente...</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A série tem alguns enredos secundários interessantes q.b e está recheada de grandes actores como Miranda Richarson, Rupert Everett ou Rufus Sewell, isto para não falar de Benedict Cumberbacth que dá vida a Tietjens e a Rebecca Hall que é uma Sylvia perfeita.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"><iframe src="http://www.youtube.com/embed/lBw0A9y-L24" width="560" height="315" frameborder="0"></iframe></div>
<p> </p>